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“Lembre-se de que tempo é dinheiro”, escreveu Benjamin Franklin em Conselho a um Jovem Comerciante (Advice to a Young Tradesman), de 1748. No voo das 4h50, o tempo vira reais em quatro contas.
Os pontos dos dois horários estão na tela de resgate, lado a lado, quando você busca a data sem filtro de horário. O táxi está no aplicativo, com a hora marcada; o metrô, na tarifa do transporte público.
1. Subtraia os pontos. 21.000 menos 14.000 dão 7.000 por pessoa. Para o casal, 14.000 pontos poupados.
2. Subtraia o transporte. R$ 120 de táxi menos R$ 18 de metrô por pessoa. Para o casal, R$ 120 menos R$ 36 dão R$ 84.
3. Divida o transporte pelos milheiros. R$ 84 divididos por 14 dão R$ 6 por milheiro, a linha de empate do casal.
4. Some as cobranças da madrugada. Café no terminal, entrada antecipada no hotel e, se for o caso, o pernoite perto do aeroporto.
O passo 3 pede um valor honesto para o ponto. Quem vende saldo usa a cotação do balcão no dia; quem viaja divide o preço em dinheiro do próximo resgate pelos pontos que ele cobra.
A bagagem fica neutra. A franquia de mala despachada era igual nos dois horários na companhia do exemplo, e o táxi leva as malas no porta-malas sem cobrar à parte.
Quem mora perto de Guarulhos inverte a conta. Para esse viajante, a corrida de madrugada custa pouco, a bandeira 2 pesa menos, e os 7.000 pontos chegam quase inteiros ao saldo.
O cenário que derruba a vantagem é a entrada antecipada no hotel. Para o casal, os R$ 120 somados ao café de R$ 64 tiram R$ 184 da sobra de R$ 224, e o ganho encolhe para R$ 40.
Na nossa opinião: com o milheiro acima de R$ 6, viagem em dupla e hotel que aceita a mala cedo, a madrugada vale o despertador. Sozinho e com milheiro barato, o voo das 9h poupa a noite.
Para o casal, o voo das 4h50 fecha em 28.000 pontos e R$ 120 de táxi, com R$ 160 de vantagem sobre o das 9h, somando o milheiro a R$ 22, o café no terminal e o metrô que deixa de pagar (cotação de 08/10/2026).
“Quanto vale para você uma noite inteira de sono antes do voo?”
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