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As três contas pedem cinco dados: as milhas que o resgate pede, o saldo nos dois programas, a tarifa em dinheiro do mesmo voo, as taxas de embarque do resgate e a cotação do milheiro.
A tarifa e as milhas aparecem nas buscas dos sites das companhias. O saldo está na conta de cada programa, e a cotação sai das plataformas de venda.
1. Confirme que o assento só existe do outro lado. Busque o mesmo voo, na mesma data e classe, nos dois programas. Se o programa de origem mostra a vaga, resgate por lá e economize a taxa inteira.
2. Calcule o custo por milheiro movido. Some a cotação do milheiro aos R$ 20 que a taxa cobra por mil milhas. A R$ 21 no balcão, cada milheiro levado custa R$ 41.
3. Compare com a tarifa. Tire as taxas de embarque da tarifa em dinheiro e divida pelos milheiros do resgate. Se o resultado passa de R$ 41, a troca ganha. Em Santiago, R$ 3.220 divididos por 60 dão R$ 53,67.
O passo 1 elimina a maior parte dos casos, porque a troca só tem razão de existir quando o assento falta na origem. Os passos 2 e 3 dizem quanto ela rende quando é necessária.
A conta muda com o bônus. Alguns programas fazem promoções em que a troca entre companhias credita milhas extras no destino. Com 20% de bônus, 50.000 milhas movidas em cinco lotes viram 60.000, e a taxa cai para R$ 1.000.
Quem acumula milhas num programa só e voa sempre na mesma companhia raramente precisa trocar. Quem busca rota internacional em data disputada encontra mais vezes a vaga do outro lado, e para esse viajante o passo 3 decide.
Na nossa opinião: a troca entre programas aéreos serve para a cadeira que falta, nunca para gastar saldo parado. Sem vaga exclusiva no destino, cada lote de 10.000 milhas movido custa R$ 200 sem retorno.
O trecho de Santiago fecha em R$ 2.640 pelo resgate, com as 60.000 milhas a R$ 21 o milheiro, os seis lotes de troca a R$ 200 e R$ 180 de taxas de embarque, contra R$ 3.400 pagos em dinheiro (cotação de 30/09/2026).
"Quanto você pagou de taxa na última vez que levou milhas de um programa para outro?"
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