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Troca de cartão no meio do ano: R$ 540 sem os 40.000 pontos

A anuidade de R$ 1.080 cobra metade na troca de julho, e o bônus de boas-vindas fica só para quem chega ao banco como cliente novo.

Dois cartões de crédito lado a lado sobre contrato de regulamento em mesa escura

Cartão novo, bônus que ficou na porta

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A anuidade do cartão do exemplo custa R$ 1.080 para quem entra em janeiro e R$ 540 para quem troca de categoria em julho (tabela de tarifas do banco do exemplo, 01/10/2026). A distância vem da conta proporcional: a anuidade se divide em 12 parcelas de R$ 90, e a troca no sétimo mês cobra só as 6 que faltam no ano.

Na tela do aplicativo, a oferta aparece como upgrade (a troca do cartão atual por uma categoria superior do mesmo banco), com um botão só e a promessa de mais pontos por real gasto. A troca sai em dois cliques, sem nova análise de crédito, e o plástico novo chega em dez dias úteis.

A mesma categoria tem outra porta. Quem pede o cartão como cliente novo, sem conta nem cartão no banco nos 12 meses anteriores, recebe 40.000 pontos de boas-vindas ao gastar R$ 3.000 nos primeiros 90 dias.

Quem chega pela troca não recebe nenhum. O regulamento do exemplo trata a troca como continuação do contrato antigo, e o contrato antigo já era de cliente.

Os 40.000 pontos valem R$ 880 no balcão (as plataformas que compram saldo de pontos), a R$ 22 o milheiro, o preço de mil pontos. Na comparação com a entrada como cliente novo, a troca deixa R$ 880 em pontos na mesa e ainda cobra os R$ 540 do semestre.

A tela da troca não mostra a cláusula do bônus. Ela fica no regulamento da promoção, um PDF separado na página de benefícios do cartão, na linha que define quem é cliente elegível.

Para quem já é cliente e não pretende trocar de banco, a pergunta útil passa por outro caminho: os pontos extras do cartão novo pagam os R$ 540 até dezembro? A seção I faz a conta com um gasto de R$ 4.000 por mês, desconta a anuidade do cartão antigo e mostra quanto sobra em cada faixa de gasto.

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I  A Conta do Ponto

Os R$ 540 contra 24.000 pontos

O cartão novo pontua 2 pontos por real, o antigo pontuava 1, e a diferença tem 6 meses para pagar a anuidade proporcional. No exemplo, a família gasta R$ 4.000 por mês no crédito, sempre com a fatura paga inteira.

Com o cartão antigo, os R$ 4.000 creditam 4.000 pontos por mês. Com o novo, creditam 8.000. A troca acrescenta 4.000 pontos por mês ao extrato do programa.

De julho a dezembro são 6 faturas. Os 4.000 pontos extras viram 24.000 no semestre, e 24.000 pontos a R$ 22 o milheiro valem R$ 528.

Contra os R$ 540 da anuidade proporcional, a troca fecharia o semestre R$ 12 no negativo. Cada real gasto rende 1 ponto extra, que vale R$ 0,022; em 6 meses, cada real de gasto mensal rende R$ 0,132, e R$ 540 divididos por R$ 0,132 dão R$ 4.091 de gasto mensal para empatar.

O cartão antigo também tinha anuidade. No exemplo, ele cobrava R$ 30 por mês, R$ 360 no ano, e a cobrança para no mês da troca. Os 6 meses que deixam de ser cobrados devolvem R$ 180 ao orçamento da família.

Com o desconto do antigo, a troca custa R$ 360 líquidos no semestre, os R$ 540 menos os R$ 180. Os 24.000 pontos extras, de R$ 528, cobrem a diferença e sobram R$ 168.

O empate também cai. Com R$ 360 divididos por R$ 0,132, o gasto mensal que zera a conta fica em R$ 2.727.

Pelo gasto mensal, a troca no semestre fecha assim, já descontada a anuidade do cartão antigo:

•  R$ 2.000 por mês: 12.000 pontos extras, R$ 264, prejuízo de R$ 96

•  R$ 4.000 por mês: 24.000 pontos extras, R$ 528, sobra de R$ 168

•  R$ 6.000 por mês: 36.000 pontos extras, R$ 792, sobra de R$ 432

O ano seguinte muda a escala. Em 12 meses, a anuidade cheia de R$ 1.080 menos os R$ 360 do antigo dá R$ 720 de custo extra, e os 48.000 pontos extras de quem gasta R$ 4.000 por mês valem R$ 1.056. A sobra anual chega a R$ 336.

O resgate melhora o quadro. Usados numa passagem que rende R$ 28 o milheiro, os 24.000 pontos do semestre valeriam R$ 672. O balcão a R$ 22 é o piso, o valor que o ponto tem mesmo sem viagem marcada, e as contas desta edição usam o piso.

Nenhuma linha dessas contas inclui os 40.000 pontos de boas-vindas. Na troca, eles valem zero, e a seção II mostra a cláusula que os tira da conta.

 
 

II  A Letra Miúda

A cláusula do cliente novo

O regulamento da promoção do exemplo paga os 40.000 pontos só a quem não teve conta nem cartão no banco nos 12 meses anteriores ao pedido. O critério olha o CPF (o cadastro de pessoa física na Receita), e não o cartão: o CPF de quem pede a troca já consta como cliente ativo.

O regulamento explica a regra pelo custo de aquisição, o que o banco gasta para trazer um cliente que ainda não tem. Quem já paga anuidade ali não precisa ser trazido, e o bônus fica para a vitrine.

A troca também não reinicia o contrato. O número da conta do cartão continua igual, o limite migra, e o histórico de faturas segue contando desde a primeira adesão.

Há uma segunda trava, no prazo. O bônus exige R$ 3.000 de gasto nos primeiros 90 dias a partir da aprovação. Na troca não existe aprovação nova, e o relógio dos 90 dias nunca começa.

A anuidade proporcional segue outra cláusula, a da tabela de tarifas. A cobrança é mensal, R$ 90 por fatura, e começa no mês em que o cartão novo é emitido, não no mês em que é desbloqueado.

Quem desiste da troca com o plástico já em casa paga as parcelas lançadas. O regulamento do exemplo não devolve anuidade de mês iniciado.

Cancelar o cartão antigo e pedir o novo como cliente novo também não resolve no curto prazo. Com o cancelamento, o CPF só volta a ser elegível após 12 meses sem conta e sem cartão no banco, e a conta corrente entra no critério.

Para quem recebe salário na conta do banco, a porta do cliente novo fica fechada enquanto o salário cair ali.

Alguns bancos fazem campanha de troca com bônus próprio, menor e com prazo curto. No banco do exemplo, a campanha vigente em 01/10/2026 não tem bônus para troca, e a página de benefícios lista só a promoção de cliente novo.

Antes de aceitar a troca, quatro linhas do regulamento pedem conferência:

•  Elegibilidade: se o bônus vale para quem já é cliente

•  Gasto mínimo: quanto, em quantos dias e contados a partir de quando

•  Anuidade: valor mensal e o mês em que a cobrança começa

•  Cartão antigo: em que mês a anuidade atual para de ser cobrada

A linha da elegibilidade decide a conta inteira. Com bônus na troca, os 40.000 pontos somam R$ 880 ao lado positivo; sem bônus, a troca vive só dos pontos extras por real gasto.

 

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III  Três Contas Antes

A troca calculada na sua fatura

As três contas pedem quatro dados: o gasto médio mensal no crédito, a pontuação dos dois cartões e a anuidade mensal de cada um.

O gasto está nas últimas 3 faturas. A pontuação e a anuidade estão na tabela de tarifas e no regulamento do programa, dentro do aplicativo do banco.

1. Calcule os pontos extras por mês. Gasto mensal vezes a diferença de pontuação. No exemplo, R$ 4.000 vezes 1 ponto extra dão 4.000 pontos.

2. Multiplique pelos meses que faltam no ano e ponha em reais. De julho a dezembro, 6 meses: 24.000 pontos, R$ 528 a R$ 22 o milheiro.

3. Subtraia a anuidade nova e some a antiga que deixa de ser cobrada. R$ 528 menos R$ 540 mais R$ 180 dão R$ 168 de sobra no semestre.

O passo 1 mostra o ganho do cartão, o passo 2 põe o ganho no calendário, e o passo 3 desconta o preço da troca.

Em outubro, com 3 meses restantes no ano, os mesmos R$ 4.000 dão 12.000 pontos, R$ 264, contra R$ 270 de anuidade nova e R$ 90 do antigo que deixam de sair: sobra de R$ 84.

Esperar janeiro não muda o empate. A anuidade proporcional e os pontos extras crescem na mesma proporção, mês a mês, e os R$ 2.727 de gasto mensal valem para julho, outubro ou o ano cheio.

Quem quer o bônus tem outra saída: um segundo banco onde ainda não tem conta nem cartão, com cartão da mesma faixa e cláusula de cliente novo conferida antes do pedido.

Na nossa opinião: com gasto acima dos R$ 2.727 por mês e fatura paga inteira, a troca no meio do ano compensa mesmo sem bônus. Abaixo dessa faixa, a troca dá prejuízo em qualquer mês do ano, e o cartão antigo rende mais.

Com R$ 4.000 por mês no crédito, a troca de julho custa R$ 360 líquidos no semestre, já descontados os R$ 180 do cartão antigo, e devolve R$ 528 em pontos, sem os 40.000 de boas-vindas (cotação do balcão de 02/10/2026).

“Qual é o gasto médio da sua fatura nos últimos 3 meses?”

 
 
Quiz da edição

Segundo a edição, quantos pontos de boas-vindas o cliente NOVO recebe ao gastar R$ 3.000 nos primeiros 90 dias?

A20.000 pontos
B60.000 pontos
C40.000 pontos
D80.000 pontos

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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