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Transferir 20.000 milhas para outro CPF custa R$ 180 na taxa de R$ 9 por milheiro, e emitir o mesmo bilhete premiado no nome de quem viaja custa R$ 0 pelo nome. A diferença entre os dois caminhos não está no assento nem no voo, está apenas em quem aparece como titular do saldo.
A taxa de transferência é cobrada por volume e não por operação. Mover 5.000 milhas sai a R$ 45, mover 20.000 sai a R$ 180, mover 50.000 sai a R$ 450, e o custo cresce em linha reta com o tamanho do favor que você está fazendo.
A emissão em nome de terceiro é cobrada por operação e a operação custa nada além das taxas normais do bilhete. As mesmas taxas de embarque, o mesmo número de pontos, a mesma disponibilidade de assento que você teria emitindo para si.
As cinco linhas da comparação cabem numa lista:
| • Milhas em jogo na operação: 20.000 | | • Taxa de transferência por milheiro: R$ 9 | | • Custo total de transferir para o outro CPF: R$ 180 | | • Custo de emitir o bilhete no nome de quem viaja: R$ 0 | | • Peso dos R$ 180 sobre uma emissão nacional típica de R$ 1.400: 12,9% |
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Todo programa de fidelidade vende duas vezes o mesmo saldo: uma vez quando você acumula e outra vez quando você tenta movê-lo. A segunda venda é a que financia a primeira.
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Contra os R$ 180, a pergunta que decide é simples de formular. O que a transferência entrega que a emissão direta não entrega? A resposta honesta, na maioria dos casos domésticos, é autonomia de calendário para a outra pessoa e nada mais.
Autonomia de calendário tem valor real quando o passageiro vai remarcar sozinho, escolher assento sozinho, cancelar sozinho. Ela não tem valor nenhum quando você mesmo vai operar a conta e a viagem tem data única e fechada.
Existe um segundo custo escondido no caminho da transferência, e ele não aparece na tela. Milha transferida entra na conta do outro com validade nova, contada a partir da chegada, e o saldo antigo perde a data original de expiração que você vinha administrando.
O efeito corta nos dois sentidos. Saldo prestes a vencer ganha sobrevida no CPF de destino, e saldo com folga de validade não ganha nada, porque a data nova quase sempre é igual ou pior que a que você já tinha.
Um detalhe muda a conta inteira em operação grande. Cinquenta mil milhas custam R$ 450 para transferir, e esse valor sozinho compra a passagem paga de um trecho nacional em baixa temporada, sem tocar em milha nenhuma.
A taxa por milheiro pesa proporcionalmente igual em qualquer volume, mas o valor absoluto muda a decisão. Abaixo de 5.000 milhas ela some no arredondamento; acima de 40.000 ela vira uma passagem inteira que você está pagando para não usar o campo de nome do passageiro.
Os R$ 180 são a linha publicada, e quatro situações reais fazem a transferência voltar a valer a pena mesmo com a taxa na frente.
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