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Com o botão travado em R$ 14 por milheiro, o mesmo saldo vale R$ 56 num resgate internacional e R$ 8 numa promoção ruim de trecho curto.
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Fixe a taxa em R$ 196 e os 14.000 pontos do botão. Só o resgate da passagem se mexe, e a faixa inteira aparece em três linhas.
Bilhete internacional de 60.000 pontos que custaria R$ 4.800 em dinheiro entrega R$ 80 por milheiro. Contra R$ 14 da taxa, o saldo vale quase seis vezes mais na passagem.
Bilhete doméstico de tarifa cheia, 25.000 pontos por R$ 1.400, entrega os R$ 56 do exemplo. A distância cai, mas a conclusão continua a mesma.
Trecho curto em promoção agressiva muda o sinal. 18.000 pontos por um bilhete de R$ 145 entregam R$ 8 por milheiro, e nesse caso o botão da taxa paga mais que a própria passagem.
O último caso não é teórico e aparece toda semana. Quando a companhia queima estoque em rota curta, o ponto vale mais quitando encargo do que emitindo bilhete.
Antes do resgate, vale conferir o que a taxa cobre. Nem todo valor cobrado na segunda tela é taxa de embarque de verdade, e o rótulo muda a decisão.
Tarifa de embarque aeroportuária é repasse e não tem como fugir. Encargo de emissão, taxa de conveniência e serviço de reserva são cobrança do próprio programa e às vezes somem no aplicativo ou na emissão por telefone.
O teste é rápido e resolve a dúvida antes do clique. Abra a mesma reserva no aplicativo e no site, compare o total em reais e veja se as duas telas cobram o mesmo.
Duas forças menores ainda mexem no resultado e cabem na mesma conta. A primeira é a validade do saldo, e ela pode jogar a favor do botão.
Ponto que expira em trinta dias e não tem resgate planejado vale zero se ficar parado. Nessa situação, R$ 14 por milheiro é infinitamente melhor que o vencimento silencioso do saldo.
A segunda força é o custo de reconstituir o saldo. Recomprar 14.000 pontos em campanha custa entre R$ 390 e R$ 450, ou seja, o dobro dos R$ 196 que o botão economizou.
Quem gasta ponto na taxa e depois compra ponto pra completar o próximo resgate paga duas vezes pela mesma viagem. Vendeu saldo a R$ 14 e recomprou a R$ 30.
O cartão da fatura entra como terceira força e joga contra o botão. Pagar os R$ 196 em dinheiro devolve pontos, prazo de fatura e proteção de compra que o débito de saldo não oferece.
Seguro de viagem e proteção de bagagem de vários cartões dependem da taxa ter sido paga naquele cartão. Quitar com pontos derruba o benefício e o leitor descobre no balcão do aeroporto.
Com a cotação do botão medida, o valor da passagem confirmado e o benefício do cartão preservado, falta o que a divisão sozinha não enxerga. Quatro conferências mudam o número antes do clique.
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