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Com a taxa travada em 2,49%, o preço do milheiro salta de R$ 12,45 para R$ 134 só trocando o cartão que paga o boleto.
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Fixe os R$ 2.800 e os R$ 69,72 de taxa. Só o multiplicador do cartão se mexe, e a faixa inteira aparece em quatro linhas.
Cartão que paga 2 pontos por real credita 5.600 pontos e entrega milheiro a R$ 12,45. É o cenário de cima, com folga enorme sobre a compra direta.
Cartão que paga 1 ponto por real credita 2.800 pontos, e o mesmo R$ 69,72 vira R$ 24,90 o milheiro. Ainda ganha da compra direta, mas a folga cai pela metade.
Cartão que paga por dólar muda o jogo. 1 ponto por dólar, com câmbio interno de R$ 5,40, transforma R$ 2.800 em 518 pontos, e o milheiro sai a R$ 134,59.
O último caso não é raro nem exótico. Vários cartões de entrada pontuam por dólar, e o mesmo boleto que era um bom negócio vira o milheiro mais caro do mercado.
Antes do multiplicador, vale conferir se a categoria pontua. Boa parte dos emissores exclui pagamento de conta, transferência e compra de ponto da regra de acúmulo, e o intermediador nem sempre entra como compra comum.
A maquininha do intermediador aparece na fatura com um código de estabelecimento próprio. Se o emissor classificar aquele código como serviço financeiro, o crédito de pontos cai pela metade ou não acontece.
O teste é barato e resolve a dúvida de uma vez. Pague um boleto pequeno, espere o fechamento e confira o extrato de pontos antes de passar o aluguel inteiro.
Duas forças menores ainda mexem no resultado e cabem na mesma conta. A primeira é o prazo, e ela joga a favor.
Boleto que vence no dia 10 pago com cartão que fecha no dia 15 empurra o desembolso pro vencimento da fatura, quase quarenta dias depois. O dinheiro fica na sua conta rendendo nesse intervalo.
A R$ 2.800 rendendo perto do CDI, quarenta dias devolvem por volta de R$ 30. Descontados da taxa, o custo real cai de R$ 69,72 para algo perto de R$ 40, e o milheiro vai a R$ 7,14.
A segunda força joga contra e é bem mais pesada. Fatura paga com atraso ou entregue ao rotativo cobra juros que passam de 10% ao mês, e nenhum programa de pontos cobre um custo desse tamanho.
Quem paga aluguel no cartão sem ter o dinheiro separado não está comprando milheiro barato. Está financiando moradia à taxa mais cara do sistema e ganhando pontos de consolação.
O limite também some. R$ 2.869,72 travados no cartão todo mês reduzem o espaço pra passagem, compra grande e emergência, e limite ocupado tem custo mesmo quando não gera juros.
Com a taxa medida, o multiplicador confirmado e o prazo do lado certo, falta o que a divisão sozinha não enxerga. Quatro conferências mudam o número antes do primeiro pagamento.
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