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Antes das quatro, uma condição de tempo. Todas elas precisam ser feitas antes da emissão da passagem, não antes do embarque.
Depois que o bilhete sai com pontos, a chave de pagamento já está desligada e nenhuma ligação pra central reverte a condição. O momento da emissão é o único em que a decisão ainda existe.
Com o prazo respeitado, a divisão vira decisão. As quatro conferências abaixo mexem no numerador ou no denominador da conta.
1. Baixe a carta de condições da bandeira antes de emitir. O documento é público, tem entre 20 e 40 páginas, e a cláusula que interessa fica na seção de elegibilidade. Procure a frase que define o que conta como compra da passagem e veja se pagar só as taxas de embarque basta.
2. Converta o teto de cobertura pra euros no câmbio do dia. Se o cartão oferece 30 mil dólares e o destino exige 30 mil euros, a diferença de moeda derruba a exigência de Schengen. Complementar com uma apólice avulsa de teto menor costuma resolver por menos que a apólice cheia.
3. Peça o certificado de seguro emitido com nome e período. Sem o papel na mão, a cobertura pode existir no contrato e não servir pra liberar visto nem pra passar pela imigração. Bandeira costuma levar até dez dias úteis pra emitir, então o pedido não pode ficar pra véspera.
4. Meça a anuidade contra os dias que ela realmente cobre. Some os dias de viagem internacional do último ano em que a passagem saiu no próprio cartão. Se o total ficou abaixo de 30 dias, a anuidade está cobrando mais caro pelo mesmo produto que a corretora vende avulso.
O item 4 é o que mais derruba conta bem feita. O teto estava certo, o manual estava lido, e o que faltou foi olhar quantas viagens do ano realmente tiveram a chave ligada.
As quatro pedem dados que já estão no manual da bandeira e no extrato do cartão. Nenhuma delas pede opinião e nenhuma leva mais de vinte minutos.
Refaça a conta a cada ano. Anuidade, teto de cobertura e regra de pagamento válido mudam por bandeira e por revisão de contrato, e nenhuma dessas mudanças chega por aviso.
O teste inteiro cabe numa linha. Anote o preço da apólice avulsa, divida pelos dias da viagem, e compare com a anuidade dividida pelos dias que o cartão de fato cobre.
Guardar esse número resolve a decisão em segundos e resolve também os benefícios vizinhos, quando o mesmo cartão aparece vendendo sala vip, proteção de bagagem ou garantia estendida pelo mesmo valor anual.
Na nossa opinião: com apólice avulsa de 12 dias e 30 mil euros a R$ 240, o custo de mercado da proteção é R$ 20 por dia de viagem, e a anuidade só ganha dessa régua para quem passa mais de 30 dias por ano fora do país comprando todas as passagens no próprio cartão, o que raramente é o caso de quem emite bilhete com pontos.
"Quantos dias de viagem do seu último ano estavam realmente cobertos pelo cartão?"
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