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Antes das quatro, uma condição de tempo. Todas precisam acontecer com pelo menos sete dias de folga em relação à data de corte, não na véspera.
Emissão premiada não é instantânea em todo programa. Confirmação de assento, cadastro de beneficiário e liberação de bilhete podem levar dias, e o saldo não espera o processo terminar.
Com a folga garantida, a decisão vira aritmética. As quatro conferências abaixo mexem no valor por milheiro ou no custo do incômodo.
1. Descubra o preço em dinheiro do bilhete que está disponível. Abra o site da companhia, procure o mesmo voo, o mesmo dia e a mesma classe, e anote o valor da tarifa sem as taxas. Esse número dividido pelos milheiros gastos é o seu valor por milheiro real, não o que o blog do programa promete.
2. Some as taxas e subtraia do valor da emissão. Taxa de embarque, bagagem despachada e marcação de assento saem em dinheiro no cartão. Um bilhete que devolve R$ 360 com R$ 120 de taxas devolve R$ 240 líquidos, e é o líquido que entra na comparação com o zero.
3. Faça o teste do dinheiro vivo. Pergunte se você compraria aquela passagem específica, naquele horário, por aquele valor líquido, com dinheiro do seu bolso. Resposta negativa significa que o bilhete não vale o líquido calculado, vale bem menos, e o zero deixa de ser o pior cenário.
4. Cheque a lista de beneficiários e o prazo de cadastro. Verifique quem o regulamento aceita e se existe carência entre cadastrar e emitir. Um sobrinho que voaria de verdade transforma R$ 240 mortos em R$ 240 usados, desde que o cadastro caiba dentro dos dias que restam.
A conferência 3 é a que mais salva dinheiro, porque é a única que mede o incômodo. Emissão apressada que ninguém usa custa a taxa de embarque e devolve o mesmo zero de quem não fez nada.
As quatro pedem dados que já estão no site da companhia e no regulamento do programa. Nenhuma delas pede palpite e nenhuma leva mais de quinze minutos.
Repita o teste a cada saldo com data marcada. Disponibilidade de assento, faixa de resgate e regra de beneficiário mudam por rota e por temporada, e nenhuma dessas mudanças chega por aviso no seu email.
O teste inteiro cabe numa linha. Divida o preço em dinheiro do bilhete disponível pelos milheiros que ele consome, subtraia as taxas e compare o líquido com o que aquele voo resolve na sua agenda.
Guardar esse número resolve a decisão em minutos e resolve também os saldos vizinhos, quando o mesmo programa aparece oferecendo catálogo, transferência bonificada ou assinatura pelo mesmo saldo parado.
Na nossa opinião: com o milheiro a R$ 12 no único bilhete disponível e R$ 120 de taxa por cima, resgatar só se paga quando alguém da casa realmente vai voar naquele trecho, e queimar o saldo em um voo que ninguém pega vale menos que o zero do vencimento.
"Quanto o milheiro do seu saldo mais próximo do corte devolve hoje?"
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