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Antes das três, uma condição de partida. Todas pressupõem que você abriu a busca em dinheiro e a busca em pontos da mesma rota e da mesma data, e anotou dois números: o preço cheio em reais e os pontos pedidos pela tabela.
Sem esses dois números nada fecha. Quem decide de cabeça usa a lembrança da última emissão, e tabela dinâmica muda de patamar em poucos dias, o que joga o valor do ponto para o lado errado da escolha.
Com o preço e os pontos anotados, o resto sai em cinco minutos.
1. Divida o preço em dinheiro pelos pontos pedidos. Pegue os R$ 1.800 da poltrona de Fortaleza e divida pelos 45 mil pontos da tabela: o resgate entrega R$ 40 por mil pontos, pouco acima do preço de compra de saldo no mercado.
2. Some o crédito do cartão e o custo do limite travado. Os 660 pontos valem R$ 23 e devolvem parte da compra, e os R$ 1.800 de limite presos por doze meses tiram da mesa qualquer outra compra grande do ano.
3. Pergunte o que vai fazer com os 45.000 pontos. Se existe uma emissão internacional no horizonte que entrega R$ 100 por mil, guarde o saldo e passe o cartão; se o saldo vence antes da próxima viagem, resgate agora e pare de adiar.
O passo 1 mede o que o resgate entrega, o passo 2 mede o que o cartão devolve e trava, e o passo 3 mede o destino do estoque. Só quando os três apontam para o mesmo lado é que a escolha deixa de ser palpite.
A decisão inteira cabe numa linha. Se o resgate entregar menos de R$ 45 por mil pontos, passe o cartão em doze vezes e deixe o saldo crescer; acima disso, queime os pontos e guarde o dinheiro.
Na nossa opinião: passagem nacional é o pior uso possível de um saldo caro de juntar, e o parcelamento sem juros existe justamente para você comprar o assento barato em reais e reservar os pontos para o trecho que custaria cinco vezes mais.
A poltrona de São Paulo para Fortaleza em 14 de outubro fecha em doze parcelas de R$ 150, com bagagem de mão, taxa de embarque de R$ 82 já dentro do preço e 660 pontos creditados na fatura de novembro, o que põe o custo líquido em R$ 1.777 com o saldo de 45.000 pontos preservado (cotação de 05/09/2026).
"Quanto o seu saldo precisa entregar por mil pontos para valer a queima?"
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