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Os mesmos R$ 64 por mês, parados rendendo perto de 0,9% ao mês, viram R$ 807 no fim de doze meses. A R$ 28 o milheiro em promoção, compram 28.800 pontos contra os 24.000 do clube.
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Fixe a saída mensal em R$ 64. Só o destino do dinheiro muda, e a diferença aparece em pontos, não em porcentagem.
No clube, os R$ 768 do ano compram 24.000 pontos a R$ 32 o milheiro, com carência e com validade correndo desde o primeiro crédito.
Na porta do dinheiro parado, o mesmo aporte mensal rende juros durante o ano e chega em R$ 807. Comprando ponto em promoção a R$ 28, o saldo final é de 28.800 pontos.
São 4.800 pontos a mais pelo mesmo desembolso. É um trecho nacional inteiro de diferença, sem permanência e sem contrato.
O ponto de virada tem endereço: R$ 33,63 o milheiro. Acima desse preço na promoção, o clube passa na frente. Abaixo dele, o dinheiro parado termina com mais pontos.
O número sai de uma divisão só. Os R$ 807 acumulados divididos pelos 24 milheiros que o clube entregaria dão o preço máximo que a compra avulsa pode cobrar sem perder a disputa.
Guardar R$ 33,63 resolve a decisão em segundos. Promoção abaixo disso derruba o clube, promoção acima disso confirma a assinatura, e nenhuma outra conta é necessária no meio do ano.
Três forças mexem nesse corte, e nenhuma delas está sob controle do programa.
A primeira é a frequência das promoções. Compra avulsa com bônus costuma abrir várias vezes por ano, e quem consegue comprar no piso da faixa empurra o preço para perto de R$ 25 o milheiro.
Quem nunca acompanha o calendário paga o preço de balcão. Compra fora de campanha passa de R$ 40 o milheiro e inverte a comparação na hora, deixando o clube barato.
A segunda é o bônus de transferência aplicado sobre o saldo do clube. Bônus de 80% transforma os 24.000 pontos do ano em 43.200 no programa aéreo, e o preço da assinatura despenca de R$ 32 para R$ 17,78 o milheiro.
O detalhe é que a mesma campanha vale para o ponto comprado avulso. Bônus não é vantagem exclusiva do clube, e comparar assinatura bonificada com compra avulsa sem bônus é montar a conta torta de propósito.
A terceira é o plano anual pago à vista. Doze meses cobrados de uma vez com dois meses de desconto derrubam o desembolso de R$ 768 para R$ 640, e o milheiro sai por R$ 26,67.
O plano anual também endurece a trava. O dinheiro sai inteiro no primeiro dia, a devolução proporcional quase nunca existe, e a decisão de meio de ano deixa de ser possível.
Uma quarta força puxa em silêncio, e é a mais cara de todas. O clube credita ponto todo mês independentemente de existir viagem no horizonte, e ponto sem destino é dinheiro convertido em saldo com prazo de validade.
Quem viaja duas vezes por ano e transfere em campanha aproveita cada mensalidade. Quem assina achando que vai viajar acumula 24.000 pontos que vencem antes do primeiro resgate.
Os dois pagaram os mesmos R$ 768. A diferença não está no preço do milheiro, está no que aconteceu com o saldo depois do crédito.
Falta o que a divisão não enxerga sozinha. Quatro conferências mudam o R$ 32 antes de a assinatura ser confirmada.
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