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Antes das quatro, uma condição de comparação. A fatura que entra na conta é a sua, dos últimos três meses, e não o gasto que você imagina que faz.
Um mês com viagem, matrícula ou conserto de carro inventa vantagem pro cartão de programa. Um mês de férias, com fatura baixa, faz o contrário.
Com os dois lados medidos no mesmo período, a divisão vira decisão. As quatro conferências abaixo mudam o resultado antes de a escolha ser feita.
1. Meça o cashback na sua fatura, não no banner. O 3% costuma valer em duas ou três categorias e o resto cai no 1%. Fatura sem restaurante e sem delivery derruba os R$ 48 para R$ 32,40, e o preço da troca cai de R$ 40 para R$ 27 o milheiro.
2. Confira o câmbio que o programa usa. O ponto por dólar depende de uma taxa fixada pelo programa, quase sempre diferente do câmbio do dia. Câmbio interno de R$ 5,80 no lugar de R$ 5,40 derruba os 1.200 pontos para 1.117, e o milheiro sobe de R$ 40 para R$ 42,97.
3. Some a anuidade dos dois lados. Anuidade de R$ 600 no ano contra um cartão sem anuidade custa R$ 50 por mês. A troca deixa de ser R$ 48 por 1.200 pontos e vira R$ 98 por 1.200 pontos, R$ 81,67 o milheiro.
4. Puxe o seu histórico de resgate, não a sua intenção. Os últimos 12 meses do extrato dizem quanto o seu ponto rendeu de verdade. Saldo parado há um ano e resgate em trecho barato colocam a sua média bem abaixo dos R$ 40.
O item 1 é o que mais surpreende, porque anda ao contrário da intuição. Cashback menor deixa o ponto mais barato, e o cartão de programa melhora sem que nada tenha mudado do lado dele.
As quatro mexem em números que já estão no aplicativo e nenhuma delas pede opinião. Elas pedem a fatura aberta e cinco minutos antes da escolha do cartão.
Refaça a conta a cada mudança de regra. Multiplicador, câmbio interno, faixa de cashback e anuidade mudam mais de uma vez por ano, e nenhuma dessas mudanças aparece na tela inicial do aplicativo.
O teste inteiro leva um minuto. Anote o cashback que o mês pagaria, anote os pontos que o mesmo mês creditaria, divida um pelo outro e multiplique por mil.
Guardar esse número resolve a escolha em segundos e resolve também a dúvida do meio do caminho, quando aparece um cartão novo com o dobro de pontos e metade do benefício.
Na nossa opinião: com R$ 48 de cashback e 1.200 pontos saindo da mesma fatura de R$ 3.240, o ponto entra na conta custando R$ 40 o milheiro, e sem bônus de transferência ou resgate acima desse valor o dinheiro na fatura termina melhor que o saldo no programa.
"Quanto o seu último resgate pagou por mil pontos?"
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