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Antes das quatro, uma condição de calendário. Todas pressupõem que você já leu a taxa de cancelamento do programa em que vai emitir e sabe a data-limite da janela de 24 horas.
Emissão com pontos raramente é planejada com a data fechada. O assento aparece na tabela, o saldo está lá, e a decisão de confirmar acontece antes de qualquer conversa sobre calendário.
Com a taxa conhecida antes de clicar, o resto vira aritmética. As quatro contas abaixo mexem no custo de desistir ou no preço que você trava hoje.
1. Multiplique a taxa pelo número de trechos e passageiros. Dois passageiros num trecho a R$ 130 dão R$ 260. Esse é o seu prêmio de opção, o valor máximo que a dúvida de calendário pode custar se a viagem não acontecer.
2. Divida esse total pela tarifa paga equivalente de hoje. R$ 260 sobre R$ 2.200 dão 11,8%. Se você acredita que a tarifa sobe mais do que isso até a data firmar, emitir cedo sai na frente mesmo contando o cancelamento.
3. Cheque o custo de repor o saldo, não o número de pontos. Multiplique os pontos da emissão pelo preço por milheiro que você pagaria para comprá-los hoje. Trinta mil pontos a R$ 72 por milheiro são R$ 2.160 de reposição, e é esse número que a devolução protege.
4. Marque a data-limite de cancelamento no calendário. Ela vale mais que a data do voo, porque separa um custo de R$ 260 de uma perda total de 30.000 pontos. Um lembrete de dois minutos preserva o valor inteiro do bilhete.
A conta 4 é a que mais protege dinheiro, porque impede o único cenário sem devolução nenhuma. As contas 1 e 2 dizem se vale emitir cedo, e a 3 diz quanto o saldo devolvido realmente vale.
Repita o teste em toda emissão de trecho curto, porque é nele que a taxa fixa pesa mais. Num bilhete de R$ 400 por pessoa, os R$ 130 são 32,5% da passagem, e esperar a data firmar volta a ser a escolha certa.
O teste inteiro cabe numa linha. Compare a taxa total de cancelamento com a tarifa paga do mesmo trecho hoje e veja se o percentual é menor que a alta que você espera.
Na nossa opinião: com R$ 260 protegendo uma emissão equivalente a R$ 2.200 em tarifa paga, emitir cedo e pagar a taxa se a data mudar sai mais barato que esperar, e o único caso que vira é o do trecho curto, onde a taxa fixa come um terço da passagem.
"Quanto custaria desistir da sua próxima emissão?"
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