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Antes das três, uma condição de partida. Todas pressupõem que você abriu a tela de bagagem do aplicativo e viu, lado a lado, o preço em dinheiro do trecho e a quantidade de pontos aceita no lugar dele.
Os dois números não aparecem juntos por acidente. A companhia os coloca na mesma tela porque a troca é boa para ela em quase toda faixa de preço, e essa é a razão para fazer a divisão antes de decidir.
Com os dois números na mão, o resto é aritmética de dez segundos. As três contas abaixo mudam a resposta ou eliminam a cobrança por completo.
1. Divida o preço em dinheiro pelo número de milheiros. Cento e cinquenta reais divididos por seis dão R$ 25 por milheiro. Acima de R$ 30 a troca costuma valer; abaixo de R$ 20 ela quase nunca vale, e no meio da faixa a decisão passa para o tamanho do seu saldo.
2. Cheque a franquia que você já tem antes de olhar o preço. Cartão, tarifa e status resolvem a mala sem tirar nada da conta em muitos casos, e a tela não avisa. Trinta segundos no regulamento do cartão valem os R$ 150 inteiros.
3. Compare com o preço da bagagem comprada com antecedência. Se a mesma mala sai por R$ 90 no site dias antes, o milheiro da troca desaba para R$ 15 e a resposta muda de lado. A conta certa usa o menor preço em dinheiro disponível, nunca o preço do balcão.
A conta 1 é a que dá a régua, porque o número que sai dela serve para julgar todo resgate futuro do mesmo programa. A 2 é a que mais protege dinheiro e a 3 é a que impede a decisão de ser tomada com o preço errado no numerador.
Repita a divisão em toda cobrança que aceitar pontos, não só na bagagem. Assento com escolha antecipada, upgrade de classe e taxa de remarcação usam a mesma lógica de câmbio e entregam valores por milheiro que variam de R$ 8 a R$ 45 dentro do mesmo programa.
O teste inteiro cabe numa linha. Antes de aceitar qualquer troca de pontos por serviço, divida o preço em dinheiro pelos milheiros pedidos e compare o resultado com o que o seu bilhete premiado costuma render.
Na nossa opinião: com o milheiro da bagagem fixado em R$ 25 e o do bilhete em R$ 40, a troca só compensa para quem tem saldo grande, parado ou perto de vencer, e nunca para quem está juntando pontos com uma viagem marcada no calendário.
"Quantas vezes você aceitou a troca sem dividir os dois números?"
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