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Antes das quatro, uma condição de tempo. Todas elas precisam ser feitas antes do vencimento da anuidade atual, não no aeroporto.
Depois que a anuidade é cobrada, o valor já saiu da fatura e a troca de categoria só produz efeito no ciclo seguinte. O mês anterior ao vencimento é o único em que a decisão ainda existe.
Com o prazo respeitado, a multiplicação vira decisão. As quatro conferências abaixo mexem no numerador ou no denominador da conta.
1. Conte as entradas de acompanhante do último ano no extrato. A cobrança aparece em dólar, no nome da rede de salas, e não no nome do aeroporto. Some as linhas dos últimos doze meses e você tem o número real de visitas, não o estimado.
2. Peça a diferença exata de anuidade entre as duas categorias. O número que interessa não é a anuidade do cartão de cima, é a diferença contra o que você já paga hoje. Confirme também se a categoria superior libera acompanhante ilimitado ou um pacote fechado de entradas.
3. Converta o gasto com convidado pelo câmbio da fatura. A entrada de 35 dólares chega com imposto sobre operação financeira e câmbio de fechamento, o que empurra o custo real acima da conversão simples. Use o valor que apareceu na fatura, não a cotação do dia da viagem.
4. Projete o calendário do ano que vem, não o do ano passado. Some os embarques já marcados e os prováveis, e conte as conexões de cada roteiro. Ano com uma viagem internacional a mais muda a conta inteira, e ano sem viagem derruba o benefício a zero.
O item 4 é o que mais derruba conta bem feita. O extrato estava certo, a diferença de anuidade estava confirmada, e o que faltou foi olhar que o ano seguinte teria metade dos embarques.
As quatro pedem dados que já estão no extrato do cartão e no regulamento do benefício. Nenhuma delas pede opinião e nenhuma leva mais de vinte minutos.
Refaça a conta a cada ano. Preço da visita, regra de acompanhante e diferença de anuidade mudam por bandeira e por revisão de contrato, e nenhuma dessas mudanças chega por aviso.
O teste inteiro cabe numa linha. Multiplique as entradas de convidado pelo preço da visita, converta pelo câmbio da fatura, e compare com a diferença de anuidade entre a sua categoria e a de cima.
Guardar esse número resolve a decisão em segundos e resolve também os benefícios vizinhos, quando o mesmo cartão aparece vendendo seguro viagem, proteção de bagagem ou transfer pelo mesmo valor anual.
Na nossa opinião: com acompanhante a 35 dólares por visita e câmbio a 6 reais, cada entrada de convidado custa R$ 210, e a categoria de cima só se paga para quem leva acompanhante em pelo menos quatro entradas por ano, o que exige um calendário de viagens confirmado e não apenas planejado.
"Quantas entradas de acompanhante o seu extrato registrou no último ano?"
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